domingo, 14 de fevereiro de 2010

Traição

" Do punhal da traição, escorre o sangue da injustiça "

Traição - acto de trair.
Uma palavra que infelizmente ecôa desde os tempos primordiais, pois o ser humano faz uso do seu significado ao longo da sua história, e mantém bem viva a sua chama até aos dias de hoje.
Talvez seja a traição de Judas, a mais popularizada e comentada, mas ouve muitas mais, e talvez mais importantes ao longo dos séculos.

Existem várias formas de interpretar a traição, e será sempre muito subjectiva a sua interpretação, devido á complexidade do seu campo de acção.
De qualquer forma, e de uma maneira ou de outra, o traidor carrega sempre uma aura de covardia, pois se traiu, não teve coragem de enfrentar determinadas situações, inclusive a própria pessoa ou grupo de pessoas que traiu.

E desde o filho que trai o pai, o irmão que trai o irmão, o marido que trai a esposa, o amigo que trai o amigo, o soldado que trai a pátria, e outras formas mais, será sempre cometida uma injustiça. Pois mesmo que aquele que trai, sinta de alguma forma que tem razão para tal, não será nunca um acto de justiça, mas sim do contrário.

A nivel espiritual, entende-se que o acto de trair, gera um cárma negativo envolvendo ambas as partes, e embora supondo que essa traição já fosse um cárma por si só, acumulado de outras encarnações, a traição não será nunca a forma mais indicada para o resgatar, pois o que vai criar são sentimentos negativos de tristeza, revolta, angustia e outros mais, na pessoa ou pessoas traidas, além do peso na consciência do traidor, que embora o deseje nunca o vai abandonar, assim como também, sentimentos de covardia, vergonha, medo, e injustiça. Portanto, mais cárma negativo acumulado na balança do traidor. Cárma esse, que será mais pesado consoante o tipo de gravidade da traição cometida.

No fundo, há que ter compaixão e pedir clemência ao Criador por estas pessoas ( embora não seja fácil, especialmente para quem foi traido e injustiçado), pois o traidor na verdade ao trair alguém, está-se a trair a si próprio. E não vai ficar nunca, impune ás leis divinas, especialmente aquela que rege a justiça.

Lisboa, 13 de Fevereiro de 2010 © Paulo Lourenço “Ramiro de Kali”

2 comentários:

Patty disse...

Olá meu Irmão!!
Tanta coisa certa nas tuas palavras!! Tanta verdade q mts não querem ver!!
Tu, certamente como eu, sabes o pq deste teu texto. mas também ambos sabemos q qd o barco naufragar, é ao nosso pai q se vão agarrar.
Espero q tuas palavras toquem o coração desta gente.
Espero q tuas palavras toquem o coração de TODA a gente!!


CONTINUA SEMPRE COMO ÉS, PORUE ÉS O ORUGLHO DE NOSSA CASA!!

Beijinhos

Patrícia

Conceição disse...

Olá Paulo, o teu texto tocou-me. Um dia irei ajustar contas com o criador, mas há situações na nossa vida, k não as procuramos mas elas veem ao nosso encontro e ai se propociona o k nunca pensamos k iria acontecer, mas acontece. Sintomo-nos mal por isso mas tb não se faz nada por mudar, pq simplesmente não sabemos como faze-lo ou não se tem coragem pa dizer k estamos no caminho errado. Mas será mesmo o caminho errado, qd se ama outra pessoa? Eu própria não sei. A razão diz k estou errada, mas o coração contraria. Bjs.